Intolerância a Lactose

06 11:31:23/09/2018

A intolerância à lactose é a doença bem comum, provocada pela incapacidade de digerir lactose, um açúcar encontrado no leite e nos laticínios. A falta da lactase, enzima que digere a lactose, leva ao aparecimento de sintomas gastrointestinais sempre que um produto à base de leite é consumido. A intolerância à lactose não costuma ser uma doença grave, mas os seus sintomas podem ser bastante incômodos. Os sinais e sintomas da intolerância à lactose geralmente começam entre 30 minutos a 2 horas depois de comer ou beber alimentos que contenham lactose. Os sintomas mais comuns incluem diarreia, cólicas, flatulências e abdômen  distendido. Nos adolescentes, náuseas e vômitos também são comuns. A fermentação da lactose pelas bactérias produz ácidos, o que torna as fezes mais ácidas e pode causar irritação (assaduras) na região anal. Se você se sentir mal depois de beber um copo de leite uma vez, não necessariamente você tem intolerância à lactose. Mas, se você se sentir mal toda vez que bebe leite (ou qualquer laticínio) a intolerância à lactose deve ser suspeitada. O diagnóstico da intolerância à lactose é geralmente feito clinicamente, baseado na história clínica e nos sintomas do paciente. Todavia, existem exames laboratoriais que auxiliam na confirmação do diagnóstico, os principais deles são:  

1- Teste de tolerância à lactose

 Após a ingestão de lactose, medimos a glicose no sangue para saber se houve elevação dos seus níveis. Em pessoas sadias, a lactose é quebrada em glicose e galactose, sendo reabsorvida pelo intestino e lançada na corrente sanguínea. Nos pacientes com deficiência de lactase, a lactose não é digerida e a glicose contida nela não é absorvida. Logo, a elevação da glicose sanguínea é apenas discreta nestes pacientes.  

2- Teste genético de intolerância a lactose

 O exame conhecido como Teste Genético de Intolerância à Lactose, pesquisa a presença das variações genéticas que determinam a atividade da enzima lactase, responsável pela digestão desse açúcar, por meio do sequenciamento de nucleotídeos. Quando comparado a outros testes para diagnóstico da intolerância à lactose, a análise molecular possui elevadas sensibilidade e especificidade ao predizer com alta probabilidade se um indivíduo é intolerante à lactose ou não.   Em geral, não é preciso nenhum tratamento medicamentoso para a intolerância à lactose. A redução do consumo de laticínios costuma ser suficiente na maioria dos casos. Alguns pacientes toleram queijos e margarinas e precisam suspender apenas o leite propriamente dito. Para os casos mais graves, já existem no mercado leite e outros produtos lácteos sem lactose, sendo está uma boa solução para que o paciente não deixe de consumir laticínios. Existem produtos com 0% de lactose e produtos com redução de 80 a 90% da lactose. Já existem no mercado medicamentos para repor a lactase. O paciente pode tomar a lactase (em pó, pílulas ou líquido) logo antes da refeição, permitindo uma melhor digestão dos laticínios.